Delegado é proibido de atuar em causa própria contra advogada após ameaça de nova prisão, decide Justiça

  • 20/04/2026
(Foto: Reprodução)
Delegado é proibido de atuar em causa própria contra advogada, decide Justiça Uma decisão da Justiça, emitida no domingo (19), proíbe o delegado Christian Zilmon Mata dos Santos de atuar em causa própria contra a advogada Áricka Rosália Alves Cunha, que foi presa por ele após reclamar nas redes sociais sobre o arquivamento de um processo, em Cocalzinho de Goiás. A determinação ocorreu após um pedido de habeas corpus preventivo pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seção de Goiás (OAB-GO). No pedido, a OAB citou um novo vídeo em que o delegado diz estar pronto para prender Áricka novamente devido a postagens críticas contra ele. Além disso, o órgão afirmou que a advogada está sendo monitorada em sua casa e escritório com o uso de um drone sem autorização judicial. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp O g1 entrou em contato com Christian Zilmon para que possa se pronunciar sobre a decisão, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A Polícia Civil informou que o caso chegou à Superintendência de Correições e Disciplina e que todas as providências necessárias para apurar o ocorrido estão sendo tomadas. A decisão destacou que o delegado não deve ser responsável por fazer o registro e análise de prisão em flagrante em relação à Áricka. A OAB‑GO e a OAB Nacional classificaram a prisão como arbitrária e que viola os direitos da advogada à liberdade de expressão. OAB-GO obtém liminar para impedir que delegado atue em causa própria contra advogada Reprodução/Instagram de Christian Zilmon | Reprodução/TV Anhanguera Relembre o caso Advogada critica delegado após arquivamento de denúncia por difamação em Goiás A prisão aconteceu na quarta-feira (15), em Cocalzinho de Goiás, após Áricka Rosalia Alves Cunha reclamar e expor, nas redes sociais, o arquivamento de um boletim de ocorrência que havia registrado na delegacia da cidade, referente a um caso de difamação contra ela. Um vídeo mostra o momento em que ela é presa pelo delegado Christian Zilmon (veja acima). LEIA TAMBÉM: Advogada é presa após reclamar nas redes sociais que delegado arquivou boletim de ocorrência por falta de policiais; vídeo Advogada presa após reclamar nas redes sociais de arquivamento de boletim de ocorrência pagou fiança de R$ 10 mil: ‘Dificultou minha liberação’ Advogada presa após reclamar nas redes sociais de arquivamento de boletim de ocorrência nega que difamou delegado: ‘Não falei mal dele’ A advogada foi solta mediante o pagamento de R$ 10 mil como fiança. Áricka afirmou que o delegado se sentiu ofendido, mesmo sem ter sido criticado por ela, e destacou que apenas publicou sobre o arquivamento do caso. "O delegado se sentiu ofendido por esse post no Instagram, no qual eu demonstro que foi arquivado. Eu não mencionei ele, eu não falei mal da pessoa dele. Eu simplesmente divulguei o ocorrido, o despacho de que foi arquivado", explicou à TV Anhanguera. O que diz o delegado? O delegado Christian afirmou que a advogada foi autuada por desacato, mas que também cometeu os crimes de difamação e desobediência. "Ela disse que a autoridade policial não tinha capacidade de conduzir e que tinha algum problema mental. E depois, ela, descontrolada, não queria obedecer à ordem. Também, desobediência. E aí teve que ser algemada", disse. Ao g1, ele afirmou que a prisão de Áricka foi feita na sua condição de cidadã, e não advogada, e ocorreu após a polícia tomar conhecimento das postagens feitas por ela na internet "com insinuações mentirosas de que a Autoridade Policial age para prejudicá-la". Processo arquivado A delegada Áricka Cunha solicitou ao delegado de Cocalzinho o desarquivamento do registro e divulgou o pedido nas redes sociais Reprodução/ TV Anhanguera Um mês antes de ser presa, em março, Áricka recolheu assinaturas de moradores pedindo um serviços de "tapa buraco" em Cocalzinho de Goiás. Após conseguir o número de assinaturas e levar à prefeitura, ela publicou o feito nas redes sociais e foi ofendida por um dos comentários que a chamou de "loira idiota" e disse que ela não "sabe de nada". Devido à ofensa, a advogada registrou um boletim de ocorrência na delegacia. Mas, no dia 26 de março, conforme documento divulgado pela advogada, o delegado determinou o arquivamento provisório do registro, alegando que a medida estava sendo tomada até que houvesse um aumento do efetivo de policiais na delegacia. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/04/20/delegado-e-proibido-de-atuar-em-causa-propria-contra-advogada-apos-ameaca-de-nova-prisao-decide-justica.ghtml


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