Síndico matou corretora sozinho, sem a participação do filho, diz polícia

  • 19/02/2026
(Foto: Reprodução)
Como polícia conseguiu vídeo que mostra corretora sendo atacada por síndico em Goiás A Polícia Civil descartou a participação do filho do síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, na morte da corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, em Caldas Novas, no sul do estado. A informação foi divulgada pelo delegado João Paulo Mendes. Em vídeo divulgado pela Polícia Civil, o síndico é visto e reconhecido pela vítima pouco antes do ataque (veja acima). O filho de Cléber, Maicon Douglas de Oliveira, havia sido preso suspeito de ajudar na ocultação de provas, mas será solto, segundo a polícia. Em nota, a defesa de Maicon afirmou que ficou comprovado que ele não teve participação no crime e pontuou que o filho do síndico não estava em Caldas Novas na data dos fatos, e que o desfecho leva ao arquivamento das suspeitas. Daiane desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, e o corpo foi encontrado no dia 28 de janeiro, após Cléber ser preso e confessar o crime. A defesa do síndico disse que ainda não teve acesso a todos os documentos recentemente inseridos na investigação, principalmente ao relatório final. Assim, vai se manifestar só após a análise de todo o conteúdo. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Vídeo mostra momento em que corretora é atacada no subsolo de prédio Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (19), João Paulo afirmou que o síndico havia contado para o filho sobre o crime sem explicar os detalhes, mas que por terem relação familiar, isso não configura crime. Sobre a obstrução das investigações, o delegado destacou que o celular do síndico, que a polícia acreditava que teria sido ocultado por Maicon, foi localizado durante uma ação policial. "Acreditávamos que ele estivesse ocultando provas, que seria a destruição do celular. Mas, quando no cumprimento do mandado de busca e apreensão nós localizamos esse celular, esclarecemos que ele queria manter acesso às contas do condomínio", disse o delegado. LEIA TAMBÉM: ATAQUE: Corretora assassinada: vídeo mostra quando síndico ataca vítima em subsolo de prédio MEIOS: Síndico estava de luvas e encapuzado ao atacar corretora, diz polícia Corretora assassinada: Síndico confessou crime e levou polícia ao local onde corpo foi deixado PRISÃO: Corretora assassinada: Síndico confessou crime e levou polícia ao local onde corpo foi deixado O delegado André Luiz Barbosa, que esteve à frente das investigações, contou que a Polícia Civil avaliou a possível participação de outras pessoas no crime, mas que as suspeitas foram descartadas ao longo das investigações, que apontaram o síndico como única pessoa com "motivos, meios e o modo para praticar o crime". "Toda a dinâmica que a gente até chegou a demonstrar naquela primeira coletiva, de como ele, tendo o conhecimento de toda a estrutura do prédio, do ponto cego do sistema de videomonitoramento para emboscá-la e depois a matá-la. O fato de ter desligado o padrão de energia fazendo Daiane descer. Tudo isso demonstrou que ele era a única pessoa que podia praticar esse crime", afirmou André. De acordo com a Polícia Civil, Cléber deve responder por homicídio triplamente qualificado, por motivação torpe, meio cruel e emboscada, além de ocultação do cadáver. Motivos Câmera de segurança registra discussão entre síndico e corretora que desapareceu As brigas entre o síndico Cléber e a corretora Daiane começaram após ele perder a administração de seis apartamentos para ela, que pertenciam a família da corretora, segundo André. Uma câmera de segurança registrou uma das discussões entre eles (veja acima). No vídeo, registrado pelas câmeras de segurança do condomínio em fevereiro de 2025, o síndico conversa com o padrasto de Daiane, Arnaldo Silva, de 79 anos, e entra em uma recepção com porta de vidro. Após fechar a porta, Daiane chega e bate na porta, afirmando que não queria que o síndico ficasse sozinho na sala com o familiar dela. Logo em seguida, ela diz que Cléber a tinha agredido. Síndico suspeito de matar corretora em Goiás participa de reconstituição Wildes Barbosa/O Popular e reprodução/Arquivo pessoal O delegado destacou que o crime teria sido motivado por esses atritos. Segundo a família de Daiane, ao todo, o síndico responde a 12 processos envolvendo a corretora. No processo mais recente, em 19 de janeiro, o Ministério Público de Goiás (MP-GO) denunciou Cléber pelo crime de perseguição (stalking), com agravante de abuso de função, uma vez que ele é síndico do local onde ela residia. Meios Síndico que matou corretora estava de luvas e encapuzado no momento do crime, diz PC — Fotos: Divulgação/Polícia Civil Segundo as investigações, Cléber vestia luvas e estava encapuzado quando a atacou. No dia do crime, Daiane gravava vídeos mostrando a queda de energia e enviava a uma amiga. Porém, o vídeo que mostra o ataque não chegou a ser enviado. "Olha quem eu encontro. Acabou de perder minha energia no 402. Vamos ver se essa brincadeira está continuando", diz Daiane na gravação eu encontrar Cléber. Modo para praticar o crime Capota do carro do sindico aparece aberta no último vídeo feito pela corretora Divulgação/Polícia Civil De acordo com a Polícia Civil, o síndico usou as escadas para não ser filmado nos elevadores e usou pontos cegos para evitar o videomonitoramento do prédio. Na gravação feita por Daiane, também é possível ver o carro de Cléber estacionado próximo à saída e com a capota aberta. O veículo teria sido usado para mover o corpo, que foi encontrado em Ipameri, a cerca de 15 km de Caldas Novas. INFOGRÁFICO: corpo de corretora desaparecida é encontrado em GO Arte g1 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás D

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/02/19/sindico-matou-corretora-sozinho-sem-a-participacao-do-filho-diz-policia.ghtml


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